Câncer de colo de útero: novo medicamento revoluciona o tratamento e traz esperanças para pacientes
Novo medicamento para tratamento do câncer de colo de útero demonstrou eficácia na luta contra a doença e traz esperança para as pacientes.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), excluindo o de pele (que é o tipo mais comum no mundo), o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, ficando atrás somente do de mama e do colorretal.
Também chamado de câncer cervical, a doença é a quarta causa de morte de mulheres no Brasil.
Há alguns anos, a Merck Sharp & Dohme Farmacêutica Ltda, empresa biofarmacêutica de pesquisa intensiva, começou a testar um novo medicamento para o tratamento do câncer cervical.
O estudo clínico, denominado KEYNOTE-A18, revelou que o uso do Pembrolizumabe, combinado com a quimiorradioterapia, é eficiente na redução da evolução da doença, no aumento da sobrevida e na melhora da qualidade de vida das pacientes que usaram o medicamento.
Em 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso da nova indicação terapêutica no Brasil para o tratamento de pacientes com câncer de colo de útero.
A inclusão da nova terapia representa um avanço significativo na luta contra a doença e traz esperanças para as mulheres que enfrentam o tumor.
Quer saber mais sobre os resultados do estudo e a eficácia do novo tratamento? Continue a leitura e confira.
Avanços no tratamento do câncer de colo de útero
Nos últimos anos, acompanhamos avanços importantes que estão revolucionando a área da saúde e, em especial, o tratamento do câncer.
Estudos, pesquisas e novas tecnologias têm apresentado soluções que não apenas aumentam as chances de cura, mas também são menos invasivas e garantem mais conforto no tratamento.
Da mesma forma que oferecem terapias mais personalizadas, que garantem maior qualidade de vida e ajudam a renovar a esperança do paciente.
Entre os avanços no tratamento do câncer de colo de útero, destacam-se:
Terapia CAR-T, que utiliza as próprias células de defesa do paciente,
Imunoterapia, uso de medicamentos que visam estimular o sistema imunológico do paciente,
Anticorpos monoclonais, medicamentos produzidos em laboratório que imitam os anticorpos naturais do organismo, como o Pembrolizumabe.
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Novo medicamento pode revolucionar o combate ao câncer de colo de útero
O novo medicamento tem uma abordagem inovadora baseada na imunoterapia, estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas mais eficazmente.
Durante o estudo KEYNOTE-A18, realizado pela MSD, foi comprovado que o uso de Pembrolizumabe combinado à quimiorradioterapia no tratamento do câncer de colo de útero reduziu a progressão da doença e o risco de morte das pacientes em 42% nos estágios III-IVA.
Segundo os pesquisadores, em 2 anos, 68% das pacientes que receberam o novo medicamento associado à quimioterapia estavam vivas e a doença não havia evoluído.
Nesse cenário, é importante destacar que medicamentos importados são grandes aliados no sentido de garantir um tratamento oncológico inovador e eficaz.
Impactos e perspectivas do novo tratamento para pacientes
O novo medicamento surge como uma alternativa promissora para o sucesso do tratamento de pacientes com câncer de colo de útero, sob vários aspectos.
Além da melhora do quadro clínico, a opção permite a personalização do tratamento, adaptando-o às necessidades específicas de cada paciente.
Por se tratar de uma terapia-alvo, o novo tratamento:
minimiza danos às células saudáveis do organismo,
reduz sintomas como náuseas, fadiga extrema e queda de cabelo.
Também melhora a qualidade vida. Pacientes que testaram o novo medicamento relataram melhor bem-estar físico e emocional, além de mais esperança na luta contra a doença.
Sem contar o aumento da sobrevida e a redução da evolução da doença, comprovados em estudos.
Agora que você conferiu que o novo medicamento pode revolucionar o tratamento do câncer de colo de útero, que tal continuar a leitura para saber como o atraso no tratamento para câncer impacta a vida dos pacientes?