Casos de AVC podem aumentar 50% até 2050

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) vem sendo observado com grande preocupação pelos profissionais de saúde em todo o mundo.

Essa situação ocorre a partir da alteração do fluxo de sangue no cérebro, causando a morte de células nervosas e problemas que podem deixar sequelas para o resto da vida ou mesmo levar a pessoa a óbito.

Existem dois tipos desse acidente:

  • isquêmico ou infarto cerebral - entupimento dos vasos cerebrais,

  • hemorrágico - rompimento dos vasos sanguíneos.

De acordo com o Ministério da Saúde, ocorrem no mundo 15 milhões de casos de AVC ao ano e no Brasil são 108 casos em cada 100 mil habitantes.

Neste post, apresentaremos detalhes sobre o assunto e o que precisa ser feito para a diminuição desse preocupante índice. Continue a leitura e saiba mais a respeito!

O crescimento alarmante dos casos de AVC

O crescimento dos casos de AVC preocupa o governo e médicos em todo o mundo, uma vez que o número de internações, em função dessa situação, aumenta de maneira significativa nos hospitais.

Um estudo realizado pela Organização Mundial do AVC alerta que no ano de 2050 o número de mortes em função desse problema poderá aumentar em 50% se as ações de monitoramento e prevenção não forem aprimoradas.

Sendo, atualmente, a segunda causa de morte no mundo, essa situação é mais comum em países de baixa e média renda, onde o Brasil está inserido.

A motivação para essa realidade está na falta de diagnóstico e de controle de doenças que podem causar esse acidente, bem como nas dificuldades de acesso da população aos serviços de saúde de qualidade.

Os investimentos governamentais são insuficientes na prevenção dos fatores de risco, a poluição do ar colabora para a proliferação de doenças e a vida pouco saudável complementa a lista das causas para essa situação.

Principais fatores de risco associados ao AVC

O AVC ocorre a partir de doenças e hábitos nocivos à saúde, tais como:

  • diabetes,

  • hipertensão arterial,

  • obesidade,

  • colesterol alto,

  • tabagismo,

  • alimentação inadequada,

  • sedentarismo.

Falta de informação e campanhas que colaborem na divulgação desse problema são um forte aliado no crescimento dos casos em todo o mundo.

As infecções agudas que atingem os países mais pobres sobrecarregam os sistemas de saúde, dificultando a assistência adequada aos pacientes que apresentam doenças crônicas.

O resultado é que todos esses fatores acabam aumentando os riscos para que um acidente vascular cerebral ocorra, levando o paciente a óbito ou apresentando sequelas graves que exigirão investimentos de tempo e recursos nos processos de reabilitação.

Estratégias de prevenção

Diante de todos esses fatos, a prevenção é a melhor maneira de evitar o AVC, portanto, é preciso mudanças comportamentais por parte das pessoas.

Essas mudanças nos hábitos só ocorrem a partir de um forte trabalho de conscientização, portanto, exige investimentos tanto para a divulgação das informações como também em estruturas que possam oferecer serviços de prevenção e monitoramento de possíveis doenças graves.

A partir dessas condições, tornam-se indispensáveis os cuidados que precisam fazer parte do dia a dia da sociedade, tais como:

  • evitar o alto consumo de gorduras e açúcares,

  • investir em atividades físicas,

  • controlar a pressão arterial,

  • controlar a diabetes,

  • controlar o colesterol e triglicerídeos,

  • diminuir o consumo de álcool,

  • não usar drogas,

  • não fumar.

Como se observa, é perfeitamente possível diminuir os índices de AVC, melhorando significativamente a qualidade de vida das pessoas.

Portanto, é necessário que haja ações que informem a sociedade sobre a situação atual e as consequências caso não haja mudanças sérias nos hábitos da população. Para isso, é preciso tanto vontade política quanto educação.

Outro assunto que merece destaque e que você precisa conhecer diz respeito a ansiedade e depressão: por que o Brasil ocupa os primeiros lugares no ranking mundial?

Próximo
Próximo

Câncer de colo de útero: novo medicamento revoluciona o tratamento e traz esperanças para pacientes